sábado, 9 de janeiro de 2010

né.

“As paixões são fodidas. E você sabe que chegou ao final da história - with no happy end - quando fala com uma naturalidade que antes era nervosismo. “Tudo bem, quanto tempo“.  Bancando a absoluta, ardida por dentro. A taquicardia se transforma numa sobrancelha levantada com desdém. “Ah, tá”. Blasè total, e as paixões se importam, frenéticas.  Tentei, tentamos, e a grande merda da vida é ter que lidar com aquilo que não rolou de acordo com o nosso script fantasioso. Na minha cabeça você era uma espécie de redenção.
Todos os atributos, todas as qualidades. But, faltava algo. Faltavam mil coisas, detalhes mínimos, palavras certas. Eu te inventei, criação minha, meio delírio. Happy end é brabo: as pessoas crescem para os lados, se afastam, rotina, costume, tédio. Novos desejos, vontades, idéias. No fim, é bom poder sentar num banco e rir, tirar um sarro de tudo que deu errado, fazer o quê? Mas, cá entre nós, é muito triste rir de algo que podia ter sido. Podia ter sido. E não foi.”

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



"Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autofragelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade.
Não tem nada a ver com piscinas,carros e muito menos com príncepes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


terça-feira, 5 de janeiro de 2010


And truth be told, I miss you ....

And truth be told, I'm lying.


hihihi! =p


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

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sábado, 2 de janeiro de 2010

"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão...tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono.


Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito , não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer...

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
                                 Ou toca, ou não toca."
"Assim: deixa a vida te lavar a alma, antes, então a gente conversa."



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Cadê a tampa da minha panela, o chinelo do meu pé cansado, a metade da minha laranja?

Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem: desencana que uma hora ele aparece.
O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado.
Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo.
Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim. Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas. Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.
É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado.
Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).
E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".
Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.
Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".
É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto! E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009



"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão...tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito , não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer... Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."





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"Não sei ... deixo rolar.
                    
            Vou olhar os caminhos,
 o que tiver mais coração, eu sigo."




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"You taste like cookies. Crunchy morning biscuits, drowned in lo-fat milk."

SERENÍSSIMA

Sou um animal sentimental



Me apego facilmente a quem desperta meu desejo


Tente me obrigar a fazer o que eu não quero


E cê vai logo ver o que acontece.


Acho que entendo você quis me dizer


Mas existem outras coisas.


Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade


Tudo está perdido mas existem possibilidades


Tínhamos a idéia, você mudou os planos


Tínhamos um plano, você mudou de idéia


Já passou, já passou - quem sabe outro dia


Antes eu sonhava, agora já não durmo


Quando foi que competimos pela primeira vez


O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe


Não entendo terrorismo, falávamos de amizade


Não estou mais interessado no que sinto


Não acredito em nada além do que duvido


Você espera respostas que eu não tenho


Não vou brigar por causa disso


Até penso duas vezes se você quiser ficar


Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?


Foi a lua dessa noite, do sereno da madrugada?


Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço


Enquanto o caos segue em frente


Com toda calma do mundo

sábado, 26 de dezembro de 2009

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LET
IT
BE


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Ando na fase dos nãos. Talvez eu não quisesse passar por isso, mas ainda não encontrei um atalho, um desvio qualquer que fosse, desse tal destino que nos é entregado sem qualquer opção de escolha. Odeio o destino, odeio não ter controle, odeio não poder escolher os dias sem compromisso, os encontros que poderiam esperar pelo momento certo. Acredito que Deus tenha feito um ótimo trabalho com o mundo, mas e eu? E o mundo com milhões de “eus” e “outros” que carrego dentro do corpo? E os dias em que chove e meu pneu fura a mais de 50km de casa? E os domingos tão pacatos em que não saio e nem ao menos consigo escrever? E os compromissos em que me atraso porque não consegui decidir por uma roupa? Eu penso sobre inúmeras coisas. Penso se da mesma forma que eu olho o céu procurando Deus, será que alguma vez Ele olhou para baixo me procurando? Será que Deus orou para seu Deus por mim? Que fé Deus tem em nós? Por que essa dolorosa fase dos nãos? Do meu não-sentir, não-pedir, não-ir, não-falar, não-acreditar, não-seguir, não-responder, não-suplicar. Não arrisco, porque eu não tenho mais nenhuma crença. Não duvido, porque até o perigoso pensar das dúvidas me incomoda. Não olhar, não retribuir um olhar que me fita com alguma esperança. Não ser recíproca, porque eu tenho tão pouca coisa para dar, para partilhar, embora que o outro tenha tanta miséria também, mas ter um monte de nãos na boca, nos gestos, no falar, não é ainda mais miserável do que qualquer outra coisa? Não ir, não estar pronta para os novos amores e amigos. Não cogitar uma mudança. Não dar a possibilidade de chegarem muito perto. Não dormir, ter medo do escuro. Não acordar, ter receio da luz que pode mostrar as marcas da minha face. Não responder, dizer uma besteira que me faça ainda menor, ainda mais negativa. Não mexer, não limpar, não se desfazer das cinzas que transbordam o cinzeiro, da poeira que se agarra com as unhas nos quadros da sala, da maresia que deixa o vidro da janela encoberto, das frutas que amanhecem por dias seguidos sobre a bacia na mesa, das manchas de café na camisola ou no chão do escritório. Não dizer não ao não. Me acomodar a essa vontade do não mudar, do não orar por qualquer salvação.
"Ando bem, mas um pouco aos trancos.

Como costumo dizer, um dia de salto 7, outro de sandália havaiana".
 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

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PRIMEIRO ESTRANHA-SE ;  
                 DEPOIS ENTRANHA-SE.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Adocica, meu amor, adocica,






.... adocica, meu amor, a minha vida"

domingo, 20 de dezembro de 2009

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"A vida necessita de pausas."



sábado, 19 de dezembro de 2009


'Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!'